terça-feira, 7 de abril de 2009

comentário do texto"O professor e suas representações"

O texto “O professor e suas representação” nos traz questões pertinentes sobre o trabalho destes e os desafios que os mesmos enfrentam. Aborda a questão das relações sociais apontando suas diversas áreas de atuação e demonstrando como essas se desenrolam. Corroborando da seguinte afirmação:

“(...) É através das trocas interpessoais, em particular através da fala, da linguagem, que vai se dando a sua construção. (...)” Moysés, p.46 (1995)

Nesse sentido ainda demonstra através de Moscovici a importância das relações do sujeito com a meio ambiente na construção das relações sociais. Segundo a autora a relação social é uma produção, pois estamos sempre adquirindo novos conhecimentos, modificando-o diariamente. Quanto maior o conhecimento de uma realidade, mais coerentes serão as relações sociais elaboradas sobre ela.

E o professor? Onde ele aparece nessa construção? O professor conta com algo a mais nesse processo, pois interage também com os conhecimentos científicos que lhe foram transmitidos durante sua formação, dando origem às representações sociais do sujeito.

A questão da coerência nas relações sociais é algo de bastante importância, pois estão envolvidos processos psíquicos que visam manter a estrutura cognitiva.

Um bom professor é visto como aquele que consegue mediar relações interpessoais positivas, levando seus alunos a interagirem com os conhecimentos na busca da produção e não reprodução de novas idéias.


Gilda Lima dos Santos

Comentário de texto por Hamilton Jesus da Silva

HISTÓRIA E CIDADANIA

Por que ensinar história hoje?

A história é uma das disciplinas mais importante que já estudei, pois ela proporciona uma visão amplas das diversas questões vivenciadas pelo ser humano. O texto de Marcelo de Souza Magalhães traz uma breve narrativa do processo histórico sofrida pela disciplina de história, desde a França até os demais países a exemplo o Brasil.

Na França a disciplina de História era vista com algo a ser celebrado civicamente e alimentava o discurso da democracia republicana, outro fator importante mencionado por Marcelo é a história como sendo a construtora de uma ideologia ou fortalecimento de um pensamento da expansão colonial da França e o seu crescimento civilizador pelo mundo. A história era usada para propagar essas idéias francesas pelo mundo.

Mas no Brasil a disciplina de história só veio a ser considerada como disciplina escolar na metade do século XIX, onde o Estado Nacional afirmou as suas bases, mas realmente a História do Brasil como disciplina distinta da história das civilizações só veio a ser firmada em 1895.

O Brasil ampliou a sua visão de história enquanto disciplina, e tinha a função de promover a unidade da nação, ter marcos que possibilitasse pensar numa história que passou e no presente, ou seja, o processo histórico que estava sendo construído dependia em se mesmo das pessoas que atuavam no presente. Com a criação do IHGB, varias coisas varam mudadas como a valorização da cultura nacional e a conduzir o país ao progresso.

As questões que envolvem a cidadania são fundamentais, onde Marcelo cita os PCNs que trata de formação dos alunos frente a um mundo de desigualdade social, onde esse aluno precisa está apto a compreender essa relação entre o mundo e a história. O ensino de história proporciona aos indivíduos refletir a sua ação, sendo que esse cidadão enquanto estudante precisa atender as seguintes expectativas educacionais dentro dos padrões estabelecidos pelos PCNs.

O professor sendo um formador de opiniões deve orientar a sua clientela, a ser critico ou ter uma formação que enquadrada nessas bases, mas que isso não venha ser considerado como uma fórmula pronta e acabada, mas que ocorra uma flexibilidade. Então ensinar história precisa favorecer ao estudante como cidadão, uma formação que possibilite atitude critica diante da realidade.

(...) a escola deve ser local da aprendizagem de que as regras do espaço público democrático garantem a igualdade, do ponto de vista da cidadania, e ao mesmo tempo a diversidade, como direito. (MAGALHÃES, p.180).

Projeto: AS MULHERES ORGANIZADAS DA CONCIC: EVAS, MARIAS, MARIAS MADALENAS OU SIMPLESMENTE MULHERES?


Ter as duas faces de Eva
A bela e a fera
Um certo sorriso de quem nada quer
(Rita Lee)


APRECIAÇÕES:


O estágio, apesar dos contratempos, mas considerando o trabalho com as mulheres da CONCIC foi significativo. Primeiro porque tivemos oportunidade de nos inserir num espaço onde as mulheres são donas de si, buscam sua independência, mesmo que seja a partir de coisas simples: como cursos profissionalizantes, de bordado, redendepe, de pintura em tecido, etc. Segundo, porque esperávamos uma situação e obtivemos outra no decorrer dos encontros.
No início tínhamos uma falsa noção de que a união das mulheres, em torno de uma associação fruto de uma racha, de outra associação de cunho partidário-político, conforme elas alegam, era resultado mais das relações de poder, de conflitos entre gêneros, e fatos desta natureza. Nossa visão foi deturpada mais ainda a partir da palestra que assistimos onde o tema era a Lei Maria da Penha e seus efeitos na sociedade. Mas não era isto somente o objetivo daquela associação – a luta por questões de gênero.
A partir dos encontros, da tentativa de mostra a mulher a partir de uma ótica histórica, e do fato delas ainda encontrarem em permanente luta para driblar os tipos de submissão impostos pela sociedade e pelos seus pares, passamos a compreender que a luta estar além desta bandeira, pois lutam estas mulheres por questões básicas de sobrevivência, que superam os limites dos lares e a condição natural de ser guardiã da família.
As mulheres da CONCIC nos mostraram que diante da ineficácia do poder público, a união e a coincidência de luta e de interesses giram em torno de questões ditas básicas: direito a ter trabalho, saúde de qualidade, infra-estrutura para o bairro, construção da sede da associação e outras necessidades materiais e urgentes, mas não menos importantes.
A nossa falta de conhecimento e uma opinião já formada nos levaram a criar um estereótipo de mulher organizada, o que causou essa estranheza e uma opinião porquê de não dizer retrógrada, uma vez que muitas mulheres já superaram a luta de submissão. Estão além destas questões, hoje, voltadas para lutas políticas, econômicas, sociais e culturais.
Encerramos o estágio na certeza de que muitas informações importantes ficaram perdidas, que um breve olhar como o nosso, de breves encontros jamais conseguiria captar os meandros, as dinâmicas que fazem parte da história das mulheres da CONCIC e da sua associação. Para nós ficou o desejo de compreender e de investigar um pouco mais. Tanto assim, diante dos encontros, que aos poucos foram avolumando, aumentando o número de mulheres, de várias idades e pensamentos, com seus filhos a tiracolo, onde, após momentos de reflexão, sentimos que as mulheres queriam algo que possivelmente não poderíamos oferecer, tinham talvez outras expectativas... Mas que expectativas seriam essas? O que será que elas buscavam de fato, uma vez organizadas e participativas no Encontro? Perguntas que não podem ser respondidas nos breves e prazerosos momentos que dividimos com aquelas mulheres – que não eram Evas , Marias, Marias Madalenas, mas simples mulheres...de carne e osso, que sofrem e labutam, voltadas para o seu tempo, para as novas expectativas que o dia-a-dia oferecem.


Como foram os encontros
Maria... Mulher Brasileira! Nordestina.
Que com garra e sensatez, decidiu não mais cruzar os braços, diante da impunidade,
mudando assim, o destino de outras Marias...

(Poesia – Maria da Penha)


Os Encontros com as mulheres da CONCIC, conjunto habitacional na saída da cidade de Itaberaba, tiveram como meta, além de outras, destacar a visão distorcida que se tinha da mulher, em especial pela própria Igreja. Onde a figura da Eva, pecadora, de Maria , mãe de Cristo, ser sublime, e Maria Madalena, a arrependida passam a ser modelos de conduta para a mulher de carne e osso.
Mas ser afinal quem? A pecadora, a sublime, um ideal inatingível, ou a arrependida? Esta era a questão. Aos poucos vamos definindo a imagem desta mulher e ao término dos encontros, solicitamos que elas falessem de si, se percebessem. E vamos concluir que não são nem uma ou outra coisa, mas apenas mulheres, com interesses que todos têm, independente de raça, credo, situação social ou posição que se encontra na sociedade.
Trabalhamos com letras de músicas, pois, como forma de estratégia, era um dos meios mais práticos para entendermos o motivo daquelas mulheres se associarem. Exploramos músicas, como Mulheres de Atenas, de Chico Buarque, Mulher, de Erasmo Carlos e Cor de Rosa Choque, de Rita Lee, tudo no intuito de promover debates, opiniões e choques. Sem, contudo, ser estafante e monótono.
Ao fim percebemos o resultado descrito no Relatório de Estágio, citado acima, mas como antes referido, com aquele gosto de quero mais, diante do tempo escasso para compreender os meandros da organização das mulheres da CONCIC...

CURSO: Licenciatura em História - SEMESTRE : 7º - Estágio III - Em Espaços não formais
Alunos (as): Adriana, João, Geusa, Etevaldo e Vanderléia - Ano 2009
Imagem: fonte : disponível Internet - web

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Experiência do Estágio III

Por Lídia Maria Machado
Realizamos o Estágio Supervisonado III, num espaço extra-escolar denominado Casa da Esperança - APASCI ( Associação Pastoral da Saúde e da Criança de Itaberaba). Essa instituição fornece aulas de reforço para menores carentes de Itaberaba. No primeiro momento que ouvi falar sobre essa instiuição e dos seus obejtivos, imaginei que possui um espaço físico bem estruturado, que havia uma regulamentação das crianças assistidas. Entretanto percebi que há um grande distanciamento entre ideal e o real.As crianças que participaram do projeto não estavam arroladas na insituição, o que percebemos no primeiro dia de estágio, quando elas não apareceram na realização do projeto. Outra questão que encontramos dificuldades foi o espaço oferecido para realizar a oficina, pois se tratava de uma cozinha em condições precárias, sendo necessário uma ornamentação com um toque especial, dando um outro aspecto ao ambiente. Essas dificuldades me impulsionou a continuar com dedicação e esforço o estágio. Foi um período gratificante que passamos com aquelas crianças e sentimos reciprocidade por parte delas. Não posso deixar de citar a Senhora Cecília, que nos deu suporte em todas as etapas do projeto. Essa experiência foi marcante e o que abrilhantou todas as etapas e a realização concreta do mesmo, foi criatividade e reponsabilidade de Cátia e Inailda, alegria e apaio de Gilda, e apesar das minhas limitações, creio que consegui também cumprir as etapas do projeto e o ebjetivo da Disciplina Estágio Supervisonado III.

Comentário de texto

Por uma história prazerosa e consequente
Por: Inailda Carneiro de Souza


No texto “Por uma historia prazerosa e conseqüente”, os autores Jaime Pinsky e Carla Bassanezi Pinsky trazem uma discurssão sobre o papel do historiador / professor na transposição do conhecimento histórico. Neste sentido nos chamam a atenção de que estudar, interpretar e ensinar história não é tão fácil como parecia, ou seja, um mero instrumento de propaganda ideológica.
Os professores de história devem ser caracterizados como seres capazes de formar pessoas críticas, inventivas, reflexivas, capazes de ouvir o outro, respeitar as diferenças, analisar situações, e buscar soluções para os problemas do cotidiano, sobretudo fazer com que os alunos percebam-se como sujeito do seu tempo.
Apesar do grande desafio de estar sempre inovando, diante de um sistema neoliberal, na prática o ensino de história não deve dissocia-se dos conteúdos históricos necessários para a compreensão do passado a partir de questões que nos inquietam no presente. Segundo os autores “as aulas de história serão muito melhores se o professor conseguir estabelecer um duplo compromisso: com o passado e o presente”. Para tanto ele deve estar preparado e motivado para dar boas aulas, o que só será possível com o empenho pessoal de cada um, em adquirir conhecimento e também entrar em contato com uma bibliografia atualizada, conhecer novas linhas de pensamento e discutir com os colegas estratégias para melhor operacionalizar nas salas de aula o patrimônio cultural e histórico. Sendo assim é fundamental que o docente seja criativo na realização da aula para provocar uma aprendizagem relevante e significativa; é necessário também que o professor de história adeqüei o conteúdo programático a real situação dos alunos. Entretanto na maioria das situações a escola limita-se em preparar o individuo para a mera aprovação de exames, contribuindo dessa maneira para a exclusão, marginalização social e fracasso escolar.
É sabido que o uso das novas tecnologias (filmes, novelas, sites...) tem distorcido o conhecimento histórico, por isso o professor deve estar preparado para lhe dar com estas situações, segundo os autores ele deve fazer uso destas tecnologias em sala de aula, no entanto o historiador deve estar promovendo o conhecimento histórico, tendo como referencial os estudos historiográficos, procurando evidenciar o não ceticismo ao conteúdo histórico, pois na sala de aula a figura do professor é imprescindível no processo de mediação do conhecimento.
De acordo com Carla e Jaime Pinsky, sendo o conteúdo programático de história muito extenso onde os professores não conseguem dar conta de todos, os docentes devem selecionar os conteúdos de maior relevância para o conhecimento do alunado, dando também sentido ao programa especifico de cada escola.
Sendo a escola um espaço social, onde estarão inseridos grupos de indivíduos com uma diversidade cultural e econômica, é função educativa do professor de história oferecer alternativas de amenizar as discriminações, desenvolver processos de socialização entre estes grupos, romper com as barreiras que os separam, integrando a escola com a comunidade.
Nesta perspectiva, a escola estará se transformando numa comunidade democrática, habilitadas em formar cidadãos informados e autônomos capazes de reconstruírem seus conhecimentos e compartilharem a aprendizagem adquirida; além de participar democraticamente das possíveis decisões tomadas pelos grupos políticos sociais.
Essa tarefa será menos difícil se o professor de história desenvolver seu papel, acompanhando o grupo de acordo as suas necessidades, provocando a busca de conhecimento instigando o aluno a pensar e praticar, rompendo com o currículo disciplinar institucionalista, pois o grande desafio do professor de história é instruir o aluno na construção do conhecimento para a vida.

Experiência do Estágio III

Experiência de estágio
Por Inailda Carneiro de Souza

Toda experiência é válida, o meu terceiro estágio na condição de discente no curso licenciatura em história foi maravilhoso, porque trabalhar com reciclagem na Casa Esperança – APASCI (Associação Pastoral da Saúde e da Criança de Itaberaba) além de desafiador foi gratificante.
Desde o primeiro contato com a Casa pude perceber como o funcionamento desta instituição é desestruturado, a impressão que tive é que na prática ela inexiste. Porém segundo as informações dos funcionários, no momento a entidade não possui estabelecimento fixo e por isso esta desorganização. Devido à falta de pagamento do aluguel pelo órgão responsável eles haviam sido despejados do antigo local. Entretanto esta situação atingiu até mesmo os alunos, porque as crianças participantes da oficina “Meio ambiente e reciclagem uma História possível”, não pertenciam a Casa Esperança.
Todavia este equívoco não nos impediu de realizar a oficina supracitada e atingir nosso objetivo, isto é, fazer com que as crianças compreendam a natureza como um todo dinâmico sendo o homem parte integrante e agente de transformação do meio que vive.
A produção de artefato com reciclagem, motivou-me bastante, acredito que as crianças também gostaram da proposta do projeto, pois estava visível em seus olhos a satisfação de cada um. Achei muito interessante a criatividade dos alunos na confecção dos objetos recicláveis e nos desenhos produzidos por eles, os quais falavam sobre a preservação do meio ambiente; o mais legal é que também aprendi a confeccionar objetos com materiais recicláveis; pois trabalhar coletivamente é satisfatório, um aprendi com o outro.
Apesar da desorganização estrutural da Casa Esperança, os funcionários nos receberam muito bem, agradeceram pela aplicação do projeto; desejou que voltássemos mais vezes, dizendo que a Casa está precisando de pessoas voluntárias disposta a aplicar projetos assim como o nosso, e que as crianças agradecem.
Neste sentido fiquei muito agradecida pelas portas abertas para a realização deste projeto, e mais ainda por saber que este trabalho foi útil nas vidas das estagiárias e também das crianças. Pois o trabalho com reciclagem além de contribuir para o reconhecimento do sujeito na transformação do meio em que vive, a venda dos materiais reciclagens é uma questão de sobrevivência.

domingo, 5 de abril de 2009

Experiência do estágio

Comentário sobre o estágio desenvolvido na Casa Esperança de Itaberaba
Cátia Gomes



Mulheres e homens, somos os únicos seres que, social e historicamente, nos tornamos capazes de aprender. Por isso, somos os únicos em quem aprender é uma aventura criadora, algo, por isso mesmo, muito mais rico do que meramente repetir a lição dada. Aprender para nós é construir, reconstruir, constatar para mudar, o que não se faz sem abertura ao risco e à aventura do espírito.
(Freire, 1996, p.68
)



No dia 10 de março de 2009, iniciamos na Casa Esperança - APASCI (Associação Pastoral da Saúde e da Criança de Itaberaba) o nosso estágio em grupo, onde desenvolvemos o projeto “Meio ambiente e reciclagem: uma história possível”, o qual teve como alvo fazer uma oficina de criação de objetos com matérias recicláveis, com o objetivo de possibilitar que as crianças compreendessem a natureza como um todo dinâmico sendo o homem parte integrante e agente de transformação do meio que vive. Para alcançar esse objetivo ministramos duas aulas sobre coleta seletiva e reciclagem tentando mostrar para os alunos as questões históricas que permeiam sobre essas ações, logo após realizamos a parte prática do projeto que foi a construção dos objetos. Porém, o que busco nesse texto não é descrever meu estágio, mas sim expor minhas experiências, as quais foram compartilhadas diariamente com minhas amigas e companheira de grupo: Gilda dos Santos, Inailda Carneiro e Lídia Machado.
Nesse estágio pudemos perceber que ainda encontramos pessoas preocupadas em colaborar com desenvolvimento de projetos educacionais. Desde que procuramos a Casa Esperanças as responsáveis pelo local se dispuseram a ajudar no que fosse possível para que aplicássemos o projeto, inclusive conseguiram um local fora da Casa, já que todos estavam sendo despejados por questões políticas. Contudo, conseguimos um espaço na Maria Lourenço (uma casa antiga doada para a igreja católica para o desenvolvimento de projetos sociais), onde encontramos uma cozinha vazia que tivemos que dá um jeito e transformá-la em uma sala “atrativa” para recepcionar nossos alunos. Ao chegar na sala (cozinha) acreditei que tudo estava perdido e que nunca iríamos conseguir desenvolver nosso projeto naquele ambiente completamente destruído, porém ao lembrar que fomos tão bem recebidas pela Casa Esperança, decidimos que iríamos usar nossa criatividade e transformar o feio em belo, assim fazemos e com isso aprendi que o que importa não é o espaço físico, pois esse podemos recriar, o mais importante é o calor humano e isso recebi desde do primeiro dia que procurei o pessoal da Casa até o ultimo dia de estágio, onde vi em cada rostinho a expressão: “ que pena que acabou”!
Trabalhar com crianças de 4 a 13 anos foi um desafio muito grande para mim, mesmo porque a confecção de objetos exigiu o manuseio de materiais perigosos para crianças, tipo cola quente e tesoura, daí surgiu um problema: os garotinhos de 4 e 6 anos necessitariam de uma atenção maior, haja vista que naquele momento estávamos responsáveis por aquelas crianças e não poderia acontecer acidentes. Mas, como estávamos em grupo o problema foi solucionado, pois deu para uma de nós (estagiárias) acompanhar individualmente a produção dos pequeninos. Mesmo com alguns impasses, foi gratificante ver aquelas criancinhas tão pequenas produzirem objetos criativos, assim também como foi muito prazeroso perceber que todos os alunos conseguiram reconhecer-se como ser agente de transformação do espaço em que vive.
Aventura-me nesse estágio foi uma experiência única que permitiu que eu tivesse contado com crianças de idades e grau de ensino diferente, as quais, durante toda a oficina provaram que educação ultrapassa o âmbito escolar e que educar é bem mais recriar e desenvolver a criatividade que “meramente repetir lições dadas”. Criando objetos com materiais recicláveis os educandos descobriram que é possível, de maneira criativa e divertida, ajudar a combater o processo de destruição da natureza causada pelo homem. E que a reciclagem serve não apenas para despoluir o meio ambiente como também tem servido como fonte de renda de várias famílias, as quais vendem os materiais recicláveis para empresas que reutilizam esses objetos, dessa forma reciclar já é um processo econômico, social.
Contudo, agradeço ao meu grupo de trabalho que suportou todos meus momentos de stress, as funcionárias da Casa da Esperança e algumas do Maria Lourenço que acompanharam todo o desenvolvimento do projeto e as nossas crianças que tiveram sempre empenhadas em contribuir para o bom andamento das atividades.