domingo, 2 de agosto de 2009

As Conferências da ANPUH (2009) em FORTAL

Em Fortaleza as turmas presentes do curso de História - UNEB/Itaberaba - Ba foram representativas. O camarada do lado esquerdo é Diego! ( De fato, um foto escuuura!)


No dia 17 de julho foi a vez de Nicolau Svecenko (USP) com a Conferência de encerramento da ANPUH: AÇÃO CULTURAL , ARTE E ÉTICA: DOS ANOS DOURADOS AOS ANOS DE CHUMBO.

Poderia ser melhor se não fosse interrompida por uma chuva forte! Na melhor parte do evento é cancelado! Uma pena!
Em Fortaleza um minuto com o professor Fernando Catroga ( Universidade de Coimbra). Além de agraciar a comunidade de História com uma Palestra (15/07), lançou o livro "OS PASSOS DO HOMEM NO RESTOLHO DO TEMPO ( Memória e fim do fim da História)". Uma figura!

João - 8º semestre


segunda-feira, 20 de julho de 2009

BLOGAGEM...


Pessoal, passei um detreminado tempo sem blogar nesse espaço, porque eu fui perceber que nenhum outro colega do curso estava utilizando-se do blog. Fiquei durante todo esse tempo acessando na espectativa de uma novidade vinda de alguem da turma, mas, como não aconteceu o esperado... continuarei então com minhas publicações, não quero permitir que o mesmo seja tirado do ar.


Abraços a tod@s!


Netto

quarta-feira, 1 de julho de 2009

USP: Uma instituição pública sob as ordens do mercado



Ruy Braga, Prof. do Departamento de Sociologia da USP e autor, entre outros, de Infoproletários


• "A tradição dos oprimidos nos ensina que o estado de exceção em que vivemos é, na verdade, a regra geral."Walter Benjamin



O ataque militar com bombas de gás, bombas de concussão e tiros de borracha ao prédio da FFLCH, na Cidade Universitária, é tão chocante quanto emblemático. É chocante, pois os professores, reunidos em assembléia no prédio dos cursos de História e Geografia, nunca representaram ameaça à ordem pública. Emblemático, pois violentou uma escola que se notabilizou internacionalmente por sua produção acadêmica crítica, reflexiva e, por isso mesmo, tradicionalmente insubmissa aos poderosos de plantão e seus projetos antidemocráticos de universidade.Evidentemente, trata-se de uma violência interessada. O governador de São Paulo, José Serra, e a professora Suely Vilela, reitora da USP, sabem o que se encontra em disputa hoje: dois projetos antagônicos de universidade enfrentaram- se em 2007, quando então o governador buscou eliminar a autonomia universitária por meio de seus mal-afamados decretos. Naquela ocasião, a ação de forças de oposição fizeram-no recuar, impondo-lhe uma incontestável derrota. A reação não tardou e o armistício simbolizado pelo decreto declaratório de maio daquele ano parece estar sendo revogado aos poucos.A Universidade Virtual do Estado de São Paulo, a nova carreira docente, a política de moderação salarial permanente, a demissão de um dirigente sindical em pleno mandato e o recurso à Polícia Militar para reprimir um protesto pacífico de estudantes desarmados mostram, inequivocamente, que o ataque à autonomia universitária voltou. O objetivo de Serra e Suely Vilela é aprofundar a fratura que já existe na universidade, entre cursos desprestigiados e destinados a formar força de trabalho semiqualificada em larga escala e cursos prestigiados e organicamente, vinculados a empresas interessadas em obter conhecimento tecnocientífico subsidiado pelo Estado.Uma das principais ameaças à autonomia universitária consiste na progressiva submissão dos pesquisadores ao despotismo de mercado. A heteronomia acadêmica se impõe como regra, limitando a natureza criativa e inovadora do campo científico. Assim, a prática do pesquisador se vê degradada e sua liberdade, cerceada. Um novo regime disciplinar de produção e difusão do conhecimento científico vai se consolidando na universidade que responde, sozinha, por cerca de 28% da pesquisa científica brasileira. Um regime cujo sentido consiste em fazer com que a pesquisa científica se submeta às estratégias do modelo de acumulação vigente no país. Contra esse projeto, setores universitários insubordinaram- se novamente este ano, sendo duramente reprimidos pela PM. Não causa espanto: tal projeto é incompatível com qualquer forma, ainda que incipiente, de democracia. Não é sem razão que no colégio eleitoral que escolheu o nome de Suely Vilela como primeiro da lista tríplice a ser levada ao governador, os votos dos representantes de entidades empresariais de agricultores, pecuaristas, comerciantes e industriais eram equivalentes em número aos votos de todos os representantes dos servidores não-docentes da USP. A falta de participação da comunidade atenta contra o Artigo 14 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que trata dos princípios da Gestão Democrática. O colégio do segundo turno contou com apenas 300 votantes entre 97.000 professores, estudantes e funcionários. Ou seja, 0,3% daqueles que participam da universidade indicaram o dirigente máximo da instituição. Mas mesmo isso já não é suficiente. Serra e Suely Vilela mostraram-se dispostos a aprofundar essa situação: cinco das últimas nove reuniões do Conselho Universitário foram realizadas no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN). Por se tratar de uma instituição estratégica para o programa nuclear brasileiro, toda a área é fortemente militarizada.Pela mesma razão, a nova carreira docente da USP, que submete promoções por mérito ao arbítrio da reitoria, foi aprovada de forma sumária em uma votação reconhecida pela própria assessoria jurídica da universidade como ilegal. Em síntese, temos acordos salariais não cumpridos, demissão de sindicalistas, recusas em negociar com entidades representativas, reuniões em áreas militarizadas, votações ilegais... Para realizar seu projeto, a reitora, apoiada pelo governo do Estado, necessita atentar contra a LDB, os acordos, as normas e as regras da própria universidade. Suely Vilela não agiu irrefletidamente ao chamar a PM para ocupar o campus. E Serra sabia o que estava fazendo ao autorizar o ataque à USP. A repressão aos piquetes não passa de mero pretexto. Na verdade, esse projeto não tolera nenhuma forma de dissenso, de conhecimento crítico, reflexivo, por isso fomos encerrados em um verdadeiro "estado de exceção" não-declarado, sob o ataque de bombas de gás, bombas de concussão e tiros de borracha. * Artigo publicado no jornal O Estado de S.Paulo, no dia 22 de junho de 2009


Por Netto!

terça-feira, 23 de junho de 2009

ROUSSEAU


A função social da educação:

  • a reforma da educação é que possibilitaria uma reforma do sistema político e social;

  • criar uma sociedade fundada na família, no povo, no soberano, na pátria e no Estado;

  • a educação não somente mudaria as pessoas particulares mas também a toda a sociedade, pois trata-se de educar o cidadão para que ele ajude a forjar uma nova sociedade.

A " educação natural" preconizada por ele, encontra-se retratada na obra O Emílio, na qual, de forma romanceada, expõe suas concepções, através dos relatos da educação de um jovem, acompanhado por um preceptor ideal e afastado da sociedade corruptora.
Essa educação naturalista, não significa retornar a uma vida selvagem, primitiva, isolada, mas sim, afastada dos costumes da aristocracia da época, da vida artificial que girava em torno das convenções sociais. A educação deveria levar homem a agir por interesses naturais e não por imposição de regras exteriores e artificiais, pois só assim, o homem poderia ser o dono de si próprio.
Outro aspecto da educação natural está na não aceitação, por Rousseau, de uma educação intelectualista, que fatalmente levaria ao ensino formal e livresco. O homem não se constitui apenas de intelecto pois, disposições primitivas, nele presentes, como: as emoções, os sentidos, os instintos e os sentimentos, existem antes do pensamento elaborado; estas dimensões primitivas são para ele, mais dignas de confiança, do que os hábitos de pensamento que foram forjados pela sociedade e impostos ao indivíduo.

Conceito de aluno:

  • concebia um modelo único de homem: marido, cidadão e patriota;

  • a criança é um ser inocente e bom por natureza.

Rousseau trouxe novas idéias para combater aquelas que prevaleciam há muito tempo em sua época, principalmente a de que a educação da criança deveria ser voltada aos interesses do adulto e da vida adulta.
Introduziu a concepção de que a criança era um ser com características próprias em suas idéias e interesses, e desse modo não mais podia ser vista como um adulto em miniatura.

Com suas idéias, ele derrubou as concepções vigentes que pregavam ser a educação o processo pelo qual a criança passa a adquirir conhecimentos, atitudes e hábitos armazenados pela civilização, sem transformações.

Considerava cada fase da vida como tendo características próprias. Tanto o homem como a sociedade se modificam, e a educação é elemento fundamental para a necessária adaptação a essas modificações. Se cada fase da vida tem suas características próprias, a educação inicial, não poderia mais ser considerada uma preparação para a vida, da maneira que era concebida pelos educadores à época.

Rousseau afirmou que a educação não vem de fora, é a expressão livre da criança no seu contato com a natureza. Ao contrário da rígida disciplina e excessivo uso da memória vigentes então, propôs serem trabalhadas com a criança: o brinquedo, o esporte, agricultura e uso de instrumentos de variados ofícios, linguagem, canto, aritmética e geometria.

Através dessas atividades a criança estaria medindo, contando, pesando; portanto, estariam sendo desenvolvidas atividades relacionadas à vida e aos seus interesses.

Conceito de valores:

  • a importância dada ao valor da liberdade pode ser observada em seu conceito de "contrato";

  • em seu contrato encontramos a presença de dois fatores: liberdade e autoridade em interação;

  • autoridade é algo necessário e, significa para Rousseau, ser amado e respeitado pelo aluno;

  • liberdade é a autonomia das pessoas, é bastarem-se a si próprias.

Rousseau, no contexto de sua época, formulou princípios educacionais que permanecem até nossos dias, principalmente enquanto afirmava: que a verdadeira finalidade da educação era ensinar a criança a viver e a aprender a exercer a liberdade. Para ele, a criança não é educada para Deus, nem para a vida em sociedade, mas sim, para si mesma: " Viver é o que eu desejo ensinar-lhe. Quando sair das minhas mãos, ele não será magistrado, soldado ou sacerdote, ele será, antes de tudo, um homem".

Papel do docente:

  • ser mestre significa iniciar um processo de humanização;

  • o aluno aprende a fazer-se homem em contato com seu mestre e, portanto, o mestre é sempre um modelo a seguir.

Podemos afirmar que as idéias de Rousseau influenciam diferentes correntes pedagógicas, principalmente as tendências não diretivas, no século XX.

Quase dois séculos depois de Rousseau instaurar sua concepção, Freinet, também francês, num contexto marcado pelo pós-guerra, vai resgatar a esperança na criança em fazer frente à corrupção adulta. Para Freinet, pela educação será possível construir um novo amanhã, desde que as intervenções educativas se aportem nas “virtualidades humanas”, que estão presentes na infância - criação, empreendimento, liberdade e cooperação - e que potencialmente possibilitarão a construção de uma nova sociedade (o capitalismo, para Rousseau, e o socialismo humanista, para Freinet) (NASCIMENTO, 1995, p.46)


Por: Netto

VIII Semestre

sábado, 13 de junho de 2009

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO OESTINA



A Universidade do Estado da Bahia – UNEB, criada pela Lei Delegada nº66, de 1º de julho de 1995, e reestruturada pela lei Estadual nº7176, de 10 de setembro de 1997, é uma Instituição autárquica de regime especial, alicerçada no tripé básico ensino, pesquisa e extensão, de natureza multicampi, vinculada à Secretaria da Educação do Estado da Bahia, com sede e foro na cidade de Salvador e jurisdição em todo o estado da Bahia. A UNEB está presente geograficamente em todas as regiões do Estado, estruturada no sistema multicampi, possuindo 24 departamentos sediados na capital e mais 18 centros regionais de médio e grande portes.

A comunidade acadêmica da UNEB sai uma vez mais em defesa da universidade pública! Nós que fazemos parte da UNEB saímos com renovado vigor em defesa da UNEB. Fazer parte da UNEB significa compartilhar com ela de suas vitórias, crescimento, desenvolvimento e sofrimento. Para nós estudantes, fazer parte de uma universidade pública vai além do simples estar na sala de aula, é preciso envolver-se politicamente com todas as questões que a academia nos proporciona, agindo de forma crítica e decisiva em busca da consolidação de uma sociedade humana e fraterna.

O sucateamento das Universidades Públicas é gritante e deve-se a falta de investimento do Governo do Estado da Bahia no Ensino Superior e à política de entrega desta modalidade de ensino para esfera privada. A UNEB, presente em 24 municípios espalhados pelo estado, logicamente não foge à regra e está sofrendo. A intensificação dos ataques à UNEB é consolidada pela ofensiva do setor privado com sustentação do governo, e manifesta através das propostas de Reestruturação da UNEB sem aumento real e justo dos seus recursos; das propostas inconstitucional de curso de Pós-graduações pagas dentro de um espaço que deve ser genuinamente público e gratuito; da instalação das sanguessungas e parasitárias Fundações com o pretexto de captar recursos para a Universidade, quando na verdade ela capta o famigerado recurso da Universidade; a não realização de concurso público para técnicos e especialmente para professores efetivos; o calendário acadêmico estapafúrdio, esquizofrênico e fragmentado de menos de cem (100) dias por semestre; e a não revogação de uma simples Lei a 7176/97 que lhe devolveria autonomia universitária, gerencial e política; desatualização e insuficiência do acervo bibliográfico; problemas de estrutura física (como iluminação e segurança); falta de salas de aula; e ausência de um auditório.

Diante deste quadro não há como não reconhecer que a Educação Pública, bem como a universidade pública, vem passando por um momento de crise. É importante destacarmos que esse momento de crise, não é um momento inerente a Universidade pelo fato dela ser pública, como é veiculado e divulgado pelo governo, pela mídia burguesa e pelos agiotas internacional: FMI, Banco Mundial, etc,... A Educação e a Universidade Pública, e aqui infelizmente se encontra a UNEB, vivem um momento de crise imposta pela omissão, negligência, indiferença e abandono dos sucessivos governos e aprofundados pelo atual governo.

Os estudantes, maioria em qualquer instituição de ensino e protagonistas na história de luta em defesa da educação pública, uma vez mais saem em defesa e luta da UNEB, respondendo ao ataque vil e torpe desferido a UNEB por aqueles que deveriam defendê-la, mas preferem virar às costas a ela. Muitos desses em um passado não muito longínquo utilizou-se de algumas organizações e entidades dentro da universidade e do espaço da mesma para difundir suas falsas idéias e propostas em defesa dela. Usando os problemas da Universidade para se beneficiar e fazer dos mesmos um trampolim e/ou meio de autopromoção.

Inspirados, estimulados e fortalecidos pelas vitoriosas mobilizações estudantis em todo o Brasil com as inúmeras ocupações das reitorias, nós comunidade acadêmica da UNEB saímos em defesa da Universidade que apesar de toda a precariedade, deficiência, e através do esforço heróico dos seus estudantes e docentes que são poucos vale ressaltar, vem conseguindo dar respostas às demandas da sociedade.

Há vinte e cinco anos a UNEB iniciou a sua missão inaugural de democratizar o acesso ao Ensino Superior através de sua interiorização. Contribuindo direta e efetivamente no desenvolvimento deste estado.. Há vinte anos a UNEB contribui no desenvolvimento desta cidade bem como de toda a região oeste. O Departamento de Ciências Humanas - Campus IX – Barreiras, da Universidade do Estado da Bahia atende a toda região oeste, cidades dos estados do Piauí, Goiás e demais estados do Brasil, sendo por mais de vinte anos a única instituição de Ensino Superior Pública a prestar uma importante contribuição para o desenvolvimento dessa região nas mais diversas áreas. Por isso, as/os estudantes de Biologia, Letras, Agronomia e Pedagogia ao paralisarem as atividades discentes saem em defesa da UNEB para que a mesma possa continuar sua missão e oferecendo com muita presteza uma formação profissional qualificada referenciada nas lutas sociais. Sobretudo, e imprescindivelmente , uma formação humana, política, social e cultural. Em tempo convocamos a todas (os) oestinas (os) a somarem-se as/aos estudantes unebianas (os) em defesa da UNEB. O problema da UNEB é de todas (os) nós! Sobretudo do Governo do Estado que se diz ser de todos nós.

Ao mesmo tempo em que saímos em defesa da UNEB declaramos a população oestina que nós estudamos com muito orgulho e com muito amor na Universidade que teve o melhor desempenho no Estado da Bahia no ENADE!!!

Bahia, junho de 2009.

Diretório Acadêmico de Ciências Biológicas – Diretório Acadêmico de Ciências Contábeis - Diretório Acadêmico de Engenharia Agronômica - Diretório Acadêmico de Letras – Diretório Acadêmico de Pedagogia – Estudantes de Engenharia Agronômica do Movimento CETA (PRONERA)



p/ Netto

DESPERTAR É PRECISO


Na primeira noite eles aproximam-se e colhem uma Flor do nosso jardim e não dizemos nada.
Na segunda noite, Já não se escondem; pisam as flores, matam o nosso cão, e não dizemos nada.
Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, Já não podemos dizer nada.

Vladimir Maiakóvski


p/ Netto

segunda-feira, 8 de junho de 2009

VISAL SOCIAL

Impressionante as analises que esse homem faz da política nacional e melhor ainda é a convicção de suas palavras, coloca no sapatinho um montão de cientistas sociais diplomados.

Netto