quinta-feira, 30 de abril de 2009

domingo, 12 de abril de 2009

Reflexões: EDUCAR, ÓH ATO SIMPLES! SERÁ?


Pessoas desinformadas apontam que o profissional do Magistério (funcionário público) é um peso para a nação, que nada ou quase nada tem a oferecer, a não ser reivindicar salários e direito à vitaliciedade no cargo que ocupa.



Temos o “bom costume” de dizer que nada “no espaço público presta”, temos tendência a achar que o desempenho de professores da escola pública é péssimo, e que eles ainda reclamam do que ganham. Ironia à parte, mas esta profissão em qualquer esfera, privada ou pública, é uma profissão séria e de risco. Somente quem é desinformado tende a menosprezar a função. Não sabem que por detrás há todo um esforço e muito sofrimento para tentar educar as gerações deste País. Claro que isto depende do esforço individual, às vezes pouco fiscalizada, mas não se pode presumir que educar é um ato “simples”, pois não é, basta ver: Planos de curso, de unidade, de aula, de ação, cursos de aperfeiçoamento, ACs, projetos, e tantas demandas que se exigem para se manter enquanto educador. Quando este pensa que domina 10% do necessário para estar em sala de aula, a sociedade já mudou, e este profissional precisa re-começar do zero.


Para saber como funciona o ato de educar, as pessoas antes de abrirem à boca precisam acompanhar a rotina de um professor por uma semana... Saberá que educação não se faz apenas de giz ,cuspe e papel mas da relação inter pessoal, que é conflituosa.

E O PISO SALARIAL DO PROFESSOR?

O valor do piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica com formação em nível médio na modalidade Normal foi fixado pela Lei em R$ 950,00;
A lei prevê que o piso de R$ 950,00 seja aplicado para uma jornada de 40 (quarenta) horas semanais;
O Piso deve começar a ser pago em 1º de janeiro de 2009, de forma progressiva e proporcional, tendo seu valor integralizado em 1º de janeiro de 2010;
A Lei diz que a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão elaborar ou adequar seus Planos de Carreira e Remuneração do Magistério até 31 de dezembro de 2009, tendo em vista o cumprimento do piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica.
Se um professor recebe atualmente uma remuneração mensal superior a R$ 950, 00, seja ela composta de salário, gratificação ou outras vantagens, a implementação do piso poderá fazer com que tais vantagens sejam incorporadas ao seu vencimento, mas não poderá reduzir sua remuneração total (FONTE: portal. mec. gov. br).

Imagem: Fonte: WEB

sábado, 11 de abril de 2009

História e Cidadania - Por que ensinar história hoje?
Comentário por Lídia Machado

O autor aborda de forma concisa, porém eficiente, a tragetória do ensino de história. A mesma na construção do Hexágono, desempenhava claramente uma função cívica e alimentava o discurso da democracia republicana. No Brasil a história passou a ser disciplina escolar na metade do século XIX, no momento da afirmação do estado nacional.
A história brasileira só foi pensada de forma sistemática em meio ao processo de consolidação do Estado Imperial, e enquanto disciplina se ocupava principalmente com a sociedade contemporânea, e seu conteúdo se limitava a história política e sua metodologia a decorar nomes e datas dos "grandes feitos".
Os cursos univesitários que foram votados para formação dos professores secundários, surgiu como uma inovação e caminho de mudança do ensino de história no Brasil, que durante muito tempo ficou à deriva e controlado por forças políticas. A ditadura militar interrompeu esse inovação, cedendo assim espaço para a disciplina de Estudos Sociais, que usava a história como instrumento de formação de um espírito cívico.
O autor relata as principais disputas ocorridas em torno dessa disciplina e como o interesse visava a propagação e permanencia da classe dominate. Mesmo com algumas mudanças, a história continuou a ser repartida em eixos políticos e nos ciclos econômicos do país. Com a criação dos PCNs a principal função do ensino de história é formar cidadãos críticos e contribuir para um melhor desempenho do papel de educador.
Os PCNs compartilha a idéia de que a história moderna da cidadania se constitui pela ampliação dos direitos a serem garantidos, não limitando o ensino de história só ao eixos políticos e econômicos, como aconteceu antes de se perceber com um novo olhar o objetivo da história.

Referência: MAGALHÃES, Marcelo de Souza. História e cidadania: por que ensinar história hoje. In. ABREU, Martha; SOIHET, Rachel (orgs.). Ensino de história: conceitos, temáticas e metodologia. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2003.


Experiência do Estágio Supervisionado III

Ana Bela O. Pereira Lima

Minha experiência da disciplina do Estágio Supervisionado III, lecionado pelo professor Sidney, proposto no espaço informal, com a equipe formada por Clésia, Rudival, Marcos e eu Ana Bela. Foi muito importante para minha formação em licenciatura em história.

Apesar da falta de organização por parte da acadêmica UNEB – Campus XIII, posso avaliar essa experiência como boa.

Iniciamos o Estágio na Praça do Rosário, com o projeto Memórias de uma Vida, entrevistando os antigos moradores que ainda residem neste local. O Objetivo do projeto era resgatar a memória desses idosos na juventude fazendo comparações com o modo de vida.

Com os idosos entrevistados pode aprender mais sobre a história da minha cidade Itaberaba a qual tanto gosto e perceber que há muitas questões para ser investigada e explorada. Exemplo a forte influência que a Igreja Nossa Senhora do Rosário teve na formação da cidade e, sobretudo exercia na juventude daquela época e que ao longo do tempo perdeu suas forças afastando-os da vida religiosa.

Portanto a cada entrevista era um novo aprendizado. Aprendi na prática como a memória e oralidade são importantes para o pesquisador, valorizar mais a história de Itaberaba e analisar em que contexto social a cidade se encontra hoje, nos aspectos políticas, cultural e econômico etc.

E sentir um pouco na pele como é difícil a profissão de historiador. Essas questões citadas acima são as partes importantes e boas da experiência do meu Estagio.

Concluímos o Estagio com apresentação do documentário no Espaço Zumbi dos Palmares com a presença dos idosos e da comunidade. Com a missão cumprida tive uma sensação de que pode deixar minha pequena colaboração para a comunidade com o documentário, outras pessoas possam utilizar para elaborarem outros trabalhos.

Enfim essa experiência foi uma troca de aprendizado dos idosos para mim e de mim para os idosos (recíproco).

Bibliografia:

KARNAL,Leandro. História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas (org). São Paulo: Contexto, 2003

"28 mil professores na Paraiba são tapa-buraco"

"A pouca procura por cursos de licenciatura nos vestibulares tem gerado a carência de professores qualificados na educação básica, em todos os municípios paraibanos. Segundo os últimos dados do Sistema de Estatísticas Educacionais do Ministério da Educação (MEC), 28 mil postos de trabalho (47% do total), nas redes pública e particular de ensino da Paraíba, são ocupados por professores que não têm a formação adequada para ensinar (licenciatura). Mesmo assim, eles lecionam em turmas de 5ª a 8ª séries e no Ensino Médio e acabam atuando como “tapa-buraco” e assumindo a responsabilidade de ensinar conteúdos que, muitas vezes, não conhecem e não dominam.
Os dados mostram, ainda, que 3,7 mil vagas são ocupadas por profissionais que não têm nem mesmo a graduação e 25 por quem só tem o Ensino Fundamental, sendo que em quatro postos de trabalho, os professores atuam no Ensino Médio e “ensinam” alunos que têm um grau de escolaridade maior que o deles.
A carência de profissionais capacitados é considerada alarmante pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e tende a se agravar, pois somente na rede estadual de ensino da Paraíba, 3 mil educadores do quadro efetivo já atingiram a idade de se aposentar. O CNE e a Associação dos Professores de Licenciatura Plena (APLP/PB) alertam para a ameaça de um “apagão” na educação, caso medidas emergenciais e estruturais não sejam tomadas."

Matéria completa no site: http://www.agencia.ufpb.br/ver.php?pk_noticia=3679

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Relato sobre a experiência do estágio (A festa de Reis no B. do Barro Vermelho)

Por Edilaine Silva

Como é difícil estar em um espaço não-formal na condição de uma futura professora de História. Por certo tempo acreditei que seria mais fácil, visto que a instituição pública possui certas regras que “podam” a atuação do professor. Grande equívoco o meu. Percebi que estava equivocada quando depois de muitas idas e vindas na comunidade do B. do Barro Vermelho encontramos certas restrições e nosso projeto passou por uma “banca examinadora” pra ser aprovado ou não.
Naquele instante eu percebi como as organizações não estatais são igualmente preparadas com suas leis e regimentos. O que mais me deixou contente foi a coletividade daquelas pessoas. Aos poucos fomos nos reinventando, mudando a metodologia de trabalho para dar conta da maneira que a comunidade era estruturada e para não ferirmos a mesma em termos organizacionais.
Minha surpresa foi a recepção das pessoas à nossa presença no Bairro, fiquei muito lisonjeada com a confiança e o carinho. Aos poucos fomos conseguindo as entrevistas, que por sinal foram muito boas.
Outra coisa que pude observar foi a realidade do maior bairro da cidade e tentar compreender as pessoas, alunos não-formais e futuros alunos formais. Acredito que nosso trabalho fez mais do que valorizar a cultura do bairro, me fez entender a realidade do trabalho de campo, as dificuldades de se conquistar a confiança das pessoas e principalmente a me despir de pré-conceitos sobre os lugares da cidade.
Clio e Mnemosyne não brigam para ocupar o espaço da outra, elas andam juntas, companheiras de estrada, elas nos acompanharam perfeitamente neste trabalho. A companhia delas nos fez discutir conceitos sobre cultura e festa popular e a importância do reisado para essas pessoas. Escutar, ter paciência e persistência é tarefa árdua, mas nos deixa com a sensação de trabalho cumprido e ao mesmo tempo nos deixa com a sensação de que nada será como antes, nem para nós, que aprendemos tanto com as experiências pessoais, nem para aquelas pessoas, que agora percebem o valor da cultura daquele lugar.

História e cidadania: por que ensinar história hoje? Marcelo de Souza Magalhães

Por Edilaine Silva


Desde quando a disciplina História foi implementada, no final do século XVIII e início do XIX na França, que se pensava a sua função enquanto umas das fundadoras da nação e com um caráter cívico. A mesma só foi implementada no Brasil após a criação do Colégio Pedro II no século XIX, era uma história baseada nos valores da Europa Ocidental, sofrendo profundas influências da França.
Para o autor Marcelo Magalhães o nascimento da História do Brasil enquanto disciplina só aconteceu no ano de 1895, onde se trabalhava através biografias de brasileiros considerados ilustres, era uma história que afirmava o mito fundador da nação para fortalecimento de uma identidade nacional homogênea. Essas características, juntamente com a idéia de progresso, foram obtidas principalmente após o modelo historiográfico do IHGB.
No final da década de 20 surgem os Annales que repensavam a historiografia e criticavam a produção histórica baseada nos acontecimentos políticos. No Brasil entre 20 e 30 aconteceu o movimento da Escola Nova que pontuava o caráter da preocupação excessiva da história para com o passado e a memorização excessiva dos fatos, datas e nomes.
Apesar desse movimento, em 60 a situação muda com o advento da Ditadura Militar; havia um controle maior do Estado quanto à história e utilizavam a mesma para formação de um espírito cívico.
O que se percebe é que por trás das disputas pelo que ensinar e de como é organizado o currículo escolar estão ideologias. São essas ideologias que permeiam mudanças de “temas” a serem estudados, é o chamado “currículo oculto”.
O certo é que desde quando a disciplina História surgiu, está relacionada à formação do cidadão. E as mudanças políticas, sociais e ideológicas é que vão dar o tom para que tipo de cidadão vai ser “formado”.
Cada época tem um “tipo-ideal” a ser idealizado. A partir da década de 1990 aparece a preocupação com a formação de um “cidadão crítico” dentro dos Parâmetros Curriculares Nacional.
A Cidadania hoje ampliou mais pontos e engloba além de questões sobre participação política no Estado e dos direitos sociais, a inclusão de novos direitos políticos. A introdução dos temas transversais tenta dar conta desta sociedade contemporânea tão inconstante, tão mutável e imprevisível. Sobre a questão da identidade, sobressai o direito à diferença.

Referência: MAGALHÃES, Marcelo de Souza. História e cidadania: por que ensinar história hoje. In. ABREU, Martha; SOIHET, Rachel (orgs.). Ensino de história: conceitos, temáticas e metodologia. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2003.