quarta-feira, 21 de abril de 2010

Ayahuasca


Ayahuasca
Em meio às polêmicas, Santo Daime pode virar patrimônio imaterial
Carolina Rocha

O chá de Ayahuasca serviu como base para o estabelecimento de diferentes tradições espirituais na região da Amazônia. Comunidades indígenas do Peru, Bolívia, Equador e Brasil formularam suas bases doutrinárias sob a influência cultural, social e religiosa do chá. No Brasil, o Ayahuasca foi rebatizado com o nome de “Daime” e símbolos católicos foram misturados ao culto.

Tornou-se, portanto, fundamento de uma nova tradição religiosa, sincreticamente brasileira, transmitida de geração em geração na Amazônia Ocidental. Encarando o Daime como parte indissociável da sociedade brasileira, representantes do Acre, em diálogo com os centros da doutrina Ayahuasqueira, solicitaram ao Ministério da Cultura e ao Iphan o reconhecimento do chá usado em rituais religiosos como Patrimônio Imaterial da Cultura Brasileira. O pedido foi feito em 30 de Abril de 2008, mas até agora nada foi decidido.

O assunto voltou à tona, com força, após o assassinato do cartunista Glauco Villas Boas. Ele fundou a comunidade Céu de Maria, que recebe mais de 400 participantes do Santo Daime nos fins de semana, há cerca de 17 anos. Glauco e sua família conheciam bem as propriedades e os efeitos do Santo Daime e sua morte foi uma fatalidade. Até que ponto o Santo Daime é o responsável? Vários setores da grande mídia têm culpado o chá alucinógeno por levar Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, ex-adepto do centro religioso, a assassinar Glauco.

A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), grande aliada na luta pelo reconhecimento do Daime como nosso Patrimônio Cultural, critica essa postura da imprensa. Segundo ela, tenta-se fazer o réu de vítima e transformar a vítima no culpado por sua própria morte. Ela cobra a realização de estudos acadêmicos sobre o chá e os rituais, para que assim, opiniões equivocadas não sejam transmitidas ao público.

Nesta reportagem do SBT, são apresentadas várias questões ligadas ao reconhecimento do Daime como nosso patrimônio. O samba, o frevo, a capoeira, o jongo... Essas e tantas outras manifestações culturais estão registradas como patrimônio imaterial brasileiro. O objetivo é identificar e proteger nossas riquezas culturais que não são palpáveis. A UNESCO define como patrimônio cultural imaterial “as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas junto com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados e que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural”. Transmitido de geração em geração esse patrimônio é constantemente recriado dentro das comunidades em interação com a sociedade.

Existe um tecido cultural de um povo ligado ao uso do Daime e o reconhecimento do chá como patrimônio imaterial pode proteger seu uso tradicional – religioso -, diferenciando-o de usos descontextualizados. Além disso, seria uma oportunidade de quebrar preconceitos e conhecer melhor os rituais, defendem os ayahuasqueiros. Outros defendem que essa iniciativa pode possibilitar o uso indiscriminado do chá e atrair a curiosidade de muita gente, em busca de turismo, e pouco preocupada com o contexto religioso. Enquanto não temos uma resposta definitiva, são saudáveis as discussões sobre o assunto.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

DITADURA GOLPISTA


ABAIXO A DITADURA GOLPISTA!ASSEMBLÉIA CONSTITUINTE!


Madrugada de 22 de setembro: mais de mil policiais e militares, segundo testemunhos, se lançam com tiros de fuzil e bombas de gás contra 5 mil pessoas que se postaram em frente à embaixada do Brasil, em Tegucigalpa, para proteger o presidente Manuel Zelaya que decidiu regressar a Honduras para fazer valer o direito de terminar o mandato presidencial para o qual foi eleito pela população.Desde o momento em que Manuel Zelaya, presidente legítimo, voltou, a luta do povo hondurenho contra os golpistas tomou fôlego. Apesar da reação assassina do governo de Micheletti que ataca o povo, que prende, fere e mata, e que não duvida em agredir a Embaixada do Brasil onde Zelaya se refugiou, a mobilização popular, inclusive utilizando barricadas, convocada pela Frente Nacional Contra o Golpe de Estado, se estendeu obrigando o regime a levantar o toque de recolher.A ditadura que realizou o golpe contra Zelaya em 28 de junho passado, com o apoio dos comandantes do Exército hondurenho, dos partidos da oligarquia e, por trás deles, do embaixador norteamericano, busca manter-se no poder à custa de sangue e contra a vontade de todo um povo. Mas a realidade é que 7 dias antes do regresso de Zelaya, no dia da comemoração da “Festa Pátria”, o governo de Micheletti mostrou seu total isolamento da população.Em 15 de setembro 500 mil trabalhadoras, trabalhadores, jovens, habitantes dos bairros pobres desfilaram ao chamado da FRENTE NACIONAL CONTRA O GOLPE DE ESTADO para comemorar a primeira independência deste país (1821) e para assinalar que estão por uma segunda independência, expressa na luta pela ASSEMBLÉIA CONSTITUINTE para impor instituições democráticas, para defender la soberania nacional. No mesmo dia o governo golpista só pode reunir 4 mil pessoas, fechadas num estádio de futebol, protegidas pelo Exército, muitas delas obrigadas sob pena de represálias no trabalho.O povo hondurenho sentiu o regresso de Zelaya como uma conquista de um movimento que já dura 88 dias, com manifestações diárias, a maior parte das vezes ignoradas pela imprensa internacional interessada em promover o Plano Arias-Clinton, que significa o regresso pactado de um presidente sem poderes para “validar” eleições ilegítimas desde a origem, no mês de novembro.O movimento ininterrupto das massas hondurenhas, como se vê nas ruas e se expressa nas declarações da Frente Nacional Contra o Golpe, busca o retorno de Zelaya à presidência para concretizar a convocação da Constituinte, e a punição dos culpados da repressão e do assassinato de populares.Hoje, a sorte do povo hondurenho é a sorte dos povos da América Central, do continente inteiro e do mundo. É a luta pelo direito dos povos a decidir sobre seu próprio destino e a exercer sua soberania, por uma União livre de Nações Soberanas em estreita colaboração com os explorados e oprimidos dos Estados Unidos.Deter a escalada repressiva contra o povo de Honduras é, ao mesmo tempo, enfrentar a ofensiva do governo dos EUA que hoje instala bases militares na Colômbia para ajudar as oligarquias locais a continuarem jogando seu papel de administradoras das grandes multinacionais, para derrotar o processo de resistência de todos os povos trabalhadores do continente e fazê-los pagar bilhões de dólares pelo custo da brutal crise do sistema capitalista.A 4ª Internacional se pronuncia pelo mais amplo apoio em solidariedade ao povo hondurenho e participa, com suas seções no continente e no mundo, em todas as ações de frente única com as organizações de trabalhadores e organizações que se pronunciam pela defesa da soberania dos povos, contra a repressão, pela democracia, para realizar mobilizações e pronunciamentos em apoio ao povo de Honduras.A 4ª Internacional diz:• Abaixo a ditadura golpista!• Libertação dos presos políticos, fim da repressão! Punição aos culpados!• Zelaya Presidente, de forma imediata e incondicional!• Assembléia Constituinte!
Fonte:
Postado Por:
Netto

sábado, 26 de setembro de 2009

A ROMA ANTIGA É AQUI!




Destruíram parte do Mercado Velho da nossa cidade. O ato foi feito nesta sexta-feira (25/09) à noite, um ato perverso e mesquinho. Ignóbil para ser sincero. O senado romano em época de crise ou de ameaça ao Império, às escondidas, à noite, consagrava um general, com poderes ditatoriais. Afinal era um ato covarde, retirar do povo o poder e atribuir a um único homem, isto não podia ser feito nas luzes do dia sob os olhares dos plebeus e patrícios.
Em Itaberaba não se chega a tanto, mas bem que está próximo. Moradores se sentiram indignados com a derrubada da parede do Mercado Velho, voltada para a agência da Caixa Econômica, transformando o espaço numa “grande garagem” a céu aberto. O que se sabe é que a prefeitura quer resolver o problema de espaço para estacionamento de veículos no centro da cidade, transformando o prédio - um patrimônio material - em uma reles garagem. Vergonhoso para nós itaberabense que estamos vendo paulatinamente a nossa memória, a nossa história descer ralo abaixo. Enquanto os visitantes buscam Lençóis, Andaraí, Mucugê, e outras cidades pelo seu patrimônio, nós da nossa parte tratamos de destruir o pouco do que nos resta.
Destruímos a Praça do Rosário, refiro-me a nós porque nos calamos e aceitamos!, construindo ali casas modernas que em nada se parecem com os antigos casarões; a feira da Praça do Coqueiro foi retirada do local para dar lugar “a nada”, a apenas um quadrado vazio; nossos clubes deixaram de existir, seja o Clube Social, espaço das festas populares, da memória do povo itaberabense, agora apenas um amontoado de escombros, e com ele, mais tarde, se foi o famoso Clube Cajazeiras, rival do primeiro. A praça J.J Seabra perdeu a sua beleza e charme quando o coreto foi derrubado, demonstrando neste ato mais uma das ações anti - populares dos governos que se instalaram na prefeitura.
Lanço agora o questionamento: qual será a resposta da Câmara Municipal, do Conselho Municipal de Cultura, das Universidades, em especial dos estudantes de História, da sociedade organizada diante de uma ação desastrosa como esta?Se hoje eles derrubam parte da história, o Mercado Velho, amanhã avançarão contra as nossas casas, a nossa própria história, e de forma vil destruirão as nossas recordações. Não sou contra o novo, sou contra a destruição da memória, e do resto que ainda persiste sabendo que passado e presente podem conviver harmoniosamente.
Por que não remodelam o local respeitando suas formas e transformando o Antigo Mercado em um espaço cultural, onde artistas da terra poderiam ali se expressar nos finais de semana ou no seu decorrer, garantindo a nós e turistas mais um espaço para se registrar e conhecer a nossa cultura. Para eles isto é difícil! Afinal Itaberaba (para eles) não é a sua referência de cultura, talvez os grandes centros... Demagogos!Mais cem dias assim e veremos o que mais?
Fica a lição: políticos itaberabense com seus poderes ilimitados não são diferentes dos daqueles da Roma Antiga. São perversos e não têm limites!
Imagem: WEB
Por João

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Coisas lamentáveis para lembrar que nada é o que parece. Que a democracia está longe de ser conquistada. Eis o que o site oficial da APLB-SINDICATO registra e aqui disponibilizamos como forma de protesto e apoio as famílias das vítimas:


CNTE exige apuração rigorosa de crime em Porto Seguro


O presidente da CNTE, Roberto Leão, enviou ofício ao governador da Bahia, Jaques Wagner (PT/BA) no qual exige do governo estadual a apuração rigorosa dos fatos ocorridos no último dia 17, em Porto Seguro, que vitimaram dois professores e líderes sindicais da APLB/Sindicato. Roberto Leão solicitou também garantia de vida aos familiares das vítimas.
De acordo com relatos, os professores Elisney Pereira Santos (morreu no momento em que recebeu os tiros) e Álvaro Henrique Santos (morreu ontem em Salvador) sofreram emboscada, uma vez que os mesmos foram recebidos a tiros ao chegarem à residência da mãe de Álvaro Santos, o qual foi atraído por um telefonema que indicava problema de saúde com seus familiares.
Ao manifestar consternação diante do caso, Leão lamenta que, ainda nos dias de hoje, exista na Bahia a prática de atentados contra os trabalhadores, como forma de intimidação aos que lutam por uma vida digna e justa.
“É inaceitável que um crime como este ocorra no Estado Democrático de Direito sem que os criminosos sejam punidos. E destacou que a CNTE vai acompanhar de perto as investigações e espera que o inquérito seja concluído o mais breve possível”, acrescentou.
Os educadores de Porto Seguro iniciaram uma greve no dia 16 de setembro, e este pode ser outro indício que fortalece a tese de atentado aos sindicalistas.
Leão informou ainda que o crime foi denunciado às organizações internacionais, como a Internacional da Educação e a Organização Internacional do Trabalho, para que possam cobrar providências quanto à apuração dos fatos e punição dos culpados.
O residente da CNTE divulgou também moção de solidariedade aos educadores de Porto Seguro, na qual presta condolências aos familiares dos professores Elisney e Álvaro Santos.

Fonte: http://www.aplbsindicato.org.br/

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

QUEM DISSE QUE AGUA E OLEO NÃO SE MISTURAM?


Fico eu cá imaginando, na minha intima ignorância, se não perdemos o bonde da história. Recordo-me do passado glorioso do PT, do PCdoB e tantos outros partidos da Esquerda, que criaram em nós, naquelas pessoas que queriam um mundo melhor, a utopia da mudança, da igualdade social, do direito ao pão, à terra, e tantos outros direitos os quais o povo tanto padece. Mas aonde chegamos? Ao fim do poço.
Em Itaberaba, nos defrontamos com a realidade mais uma vez cruel, mas nada que nos assuste mais. Fiquei sabendo que o DEM, de Jadiel Almeida Mascarenhas e o PT de Jaqcues Wagner se apóiam mutuamente. Uma frente ampla e contra quem? Uma nova estratégia do PT? Quem sabe? Afinal, da política tudo pode se esperar.
Mas acredito que não é uma união para o bem de Itaberaba. Pois sabemos dos espinhos que envolvem aliança deste tipo. Já diziam os mais velhos: que água e óleo não se misturam. Mas com a Modernidade talvez o dito (e as regras imutáveis da natureza) perca a veracidade. Karl Marx, ao pensar o socialismo como via intermediária entre capitalismo e o comunismo, ultimo estágio da sociedade, já defendia, e estou totalmente ao lado dele, a impossibilidade da união de opositores históricos - burguesia e proletariado, ricos e pobres, entre fazendeiros e o simples homem do campo. Por quê? Por que simplesmente apontara Marx, a história sempre mostrou que os mais poderosos sempre utilizaram os fragilizados (escravos, servos, proletariados, assalariados) como massa de manobra para atingir determinado fim. A Revolução francesa nos ensino isto quando a burguesia e sans cullot lutaram lado a lado, se posso dizer isso, para derrubar o poder de uma nobreza intransigente e decadente, e qual foi o resultado, quando os homens do povo quiseram assumir o controle da Revolução? Simplesmente foram derrubados pela burguesia, e depois esta impôs os limites da revolução ao povo quando o maior representante deles (dos princípios burgueses) assumiu o poder: Napoleão Bonaparte. Que, de um lado governava de forma autoritária, de outra cedia certos direitos ao populacho como via de acalmar os ânimos dos mais exaltados e tirar o sentido das lutas populares.
Mas não é preciso ir longe para mostrar que o Brasil dos nossos sonhos não mudou. É mais certo dizer que os idealistas e sua via de ascenção ao poder mudaram. Mas, não todos. A aliança de DEM E PT, que vejo como um acordo meramente político-partidário, afinal as eleições para deputado estão próximas, não mudará a vida do itaberabense, este continuará sempre vítima da pobreza, da miséria social, da criminalidade, da falta de empregos para jovens, mulheres e adultos. Uma fábrica de votos como somente as nações ditas capitalistas e democráticas sabem administrar persistirá . Mas o que poderíamos esperar? Lula chegou ao poder e as transformações esperadas aconteceram? Não. A mudança que mais me chamou atenção foi a guinada do PT para a direita, e a saída das correntes radicais do partido que não admitem este modelo de governo combatido nas décadas de 80 e 90. Ficando apenas a impressão de que, ao apagar das luzes, quase tudo (ou tudo, sonhado e desejado) foi jogado para debaixo do tapete... e a água e óleo se misturando naturalmente. Pobre das Exatas!
Pobre de nós também, itaberabense, que perdemos parte da nossa fé num futuro melhor. Bom para eles que assim pensam que nos enganam, com os olhos nas próximas eleições, sem, contudo mudar o contexto socioeconômico, político da nossa cidade e da Chapada. Só para lembrar do que me refiro até mesmo a extensão da ferrovia que parte do Cerrada para Porto Seguro, empreendimento agora do Governo Lula, visando escoar as nossas riquezas para o estrangeiro, sequer passa perto da Chapada Diamantina, do maior produtor de abacaxi – Itaberaba. Mas onde estavam os nossos “líderes” e as “vozes da esquerda”, que tem seus representantes máximos nos Governos do Estado e da União?
De fato, esta aliança – que recorda os velhos tempos da política carlista na Bahia e a política do cabresto, dos governadores, do Café-com-Leite - não é para o bem da nossa cidade, a leitura é outra. Afinal qual é a sua?

João – Itaberabense e estudante de história – 8º semestre
Imagem: web

domingo, 2 de agosto de 2009

As Conferências da ANPUH (2009) em FORTAL

Em Fortaleza as turmas presentes do curso de História - UNEB/Itaberaba - Ba foram representativas. O camarada do lado esquerdo é Diego! ( De fato, um foto escuuura!)


No dia 17 de julho foi a vez de Nicolau Svecenko (USP) com a Conferência de encerramento da ANPUH: AÇÃO CULTURAL , ARTE E ÉTICA: DOS ANOS DOURADOS AOS ANOS DE CHUMBO.

Poderia ser melhor se não fosse interrompida por uma chuva forte! Na melhor parte do evento é cancelado! Uma pena!
Em Fortaleza um minuto com o professor Fernando Catroga ( Universidade de Coimbra). Além de agraciar a comunidade de História com uma Palestra (15/07), lançou o livro "OS PASSOS DO HOMEM NO RESTOLHO DO TEMPO ( Memória e fim do fim da História)". Uma figura!

João - 8º semestre


segunda-feira, 20 de julho de 2009

BLOGAGEM...


Pessoal, passei um detreminado tempo sem blogar nesse espaço, porque eu fui perceber que nenhum outro colega do curso estava utilizando-se do blog. Fiquei durante todo esse tempo acessando na espectativa de uma novidade vinda de alguem da turma, mas, como não aconteceu o esperado... continuarei então com minhas publicações, não quero permitir que o mesmo seja tirado do ar.


Abraços a tod@s!


Netto

quarta-feira, 1 de julho de 2009

USP: Uma instituição pública sob as ordens do mercado



Ruy Braga, Prof. do Departamento de Sociologia da USP e autor, entre outros, de Infoproletários


• "A tradição dos oprimidos nos ensina que o estado de exceção em que vivemos é, na verdade, a regra geral."Walter Benjamin



O ataque militar com bombas de gás, bombas de concussão e tiros de borracha ao prédio da FFLCH, na Cidade Universitária, é tão chocante quanto emblemático. É chocante, pois os professores, reunidos em assembléia no prédio dos cursos de História e Geografia, nunca representaram ameaça à ordem pública. Emblemático, pois violentou uma escola que se notabilizou internacionalmente por sua produção acadêmica crítica, reflexiva e, por isso mesmo, tradicionalmente insubmissa aos poderosos de plantão e seus projetos antidemocráticos de universidade.Evidentemente, trata-se de uma violência interessada. O governador de São Paulo, José Serra, e a professora Suely Vilela, reitora da USP, sabem o que se encontra em disputa hoje: dois projetos antagônicos de universidade enfrentaram- se em 2007, quando então o governador buscou eliminar a autonomia universitária por meio de seus mal-afamados decretos. Naquela ocasião, a ação de forças de oposição fizeram-no recuar, impondo-lhe uma incontestável derrota. A reação não tardou e o armistício simbolizado pelo decreto declaratório de maio daquele ano parece estar sendo revogado aos poucos.A Universidade Virtual do Estado de São Paulo, a nova carreira docente, a política de moderação salarial permanente, a demissão de um dirigente sindical em pleno mandato e o recurso à Polícia Militar para reprimir um protesto pacífico de estudantes desarmados mostram, inequivocamente, que o ataque à autonomia universitária voltou. O objetivo de Serra e Suely Vilela é aprofundar a fratura que já existe na universidade, entre cursos desprestigiados e destinados a formar força de trabalho semiqualificada em larga escala e cursos prestigiados e organicamente, vinculados a empresas interessadas em obter conhecimento tecnocientífico subsidiado pelo Estado.Uma das principais ameaças à autonomia universitária consiste na progressiva submissão dos pesquisadores ao despotismo de mercado. A heteronomia acadêmica se impõe como regra, limitando a natureza criativa e inovadora do campo científico. Assim, a prática do pesquisador se vê degradada e sua liberdade, cerceada. Um novo regime disciplinar de produção e difusão do conhecimento científico vai se consolidando na universidade que responde, sozinha, por cerca de 28% da pesquisa científica brasileira. Um regime cujo sentido consiste em fazer com que a pesquisa científica se submeta às estratégias do modelo de acumulação vigente no país. Contra esse projeto, setores universitários insubordinaram- se novamente este ano, sendo duramente reprimidos pela PM. Não causa espanto: tal projeto é incompatível com qualquer forma, ainda que incipiente, de democracia. Não é sem razão que no colégio eleitoral que escolheu o nome de Suely Vilela como primeiro da lista tríplice a ser levada ao governador, os votos dos representantes de entidades empresariais de agricultores, pecuaristas, comerciantes e industriais eram equivalentes em número aos votos de todos os representantes dos servidores não-docentes da USP. A falta de participação da comunidade atenta contra o Artigo 14 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que trata dos princípios da Gestão Democrática. O colégio do segundo turno contou com apenas 300 votantes entre 97.000 professores, estudantes e funcionários. Ou seja, 0,3% daqueles que participam da universidade indicaram o dirigente máximo da instituição. Mas mesmo isso já não é suficiente. Serra e Suely Vilela mostraram-se dispostos a aprofundar essa situação: cinco das últimas nove reuniões do Conselho Universitário foram realizadas no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN). Por se tratar de uma instituição estratégica para o programa nuclear brasileiro, toda a área é fortemente militarizada.Pela mesma razão, a nova carreira docente da USP, que submete promoções por mérito ao arbítrio da reitoria, foi aprovada de forma sumária em uma votação reconhecida pela própria assessoria jurídica da universidade como ilegal. Em síntese, temos acordos salariais não cumpridos, demissão de sindicalistas, recusas em negociar com entidades representativas, reuniões em áreas militarizadas, votações ilegais... Para realizar seu projeto, a reitora, apoiada pelo governo do Estado, necessita atentar contra a LDB, os acordos, as normas e as regras da própria universidade. Suely Vilela não agiu irrefletidamente ao chamar a PM para ocupar o campus. E Serra sabia o que estava fazendo ao autorizar o ataque à USP. A repressão aos piquetes não passa de mero pretexto. Na verdade, esse projeto não tolera nenhuma forma de dissenso, de conhecimento crítico, reflexivo, por isso fomos encerrados em um verdadeiro "estado de exceção" não-declarado, sob o ataque de bombas de gás, bombas de concussão e tiros de borracha. * Artigo publicado no jornal O Estado de S.Paulo, no dia 22 de junho de 2009


Por Netto!

terça-feira, 23 de junho de 2009

ROUSSEAU


A função social da educação:

  • a reforma da educação é que possibilitaria uma reforma do sistema político e social;

  • criar uma sociedade fundada na família, no povo, no soberano, na pátria e no Estado;

  • a educação não somente mudaria as pessoas particulares mas também a toda a sociedade, pois trata-se de educar o cidadão para que ele ajude a forjar uma nova sociedade.

A " educação natural" preconizada por ele, encontra-se retratada na obra O Emílio, na qual, de forma romanceada, expõe suas concepções, através dos relatos da educação de um jovem, acompanhado por um preceptor ideal e afastado da sociedade corruptora.
Essa educação naturalista, não significa retornar a uma vida selvagem, primitiva, isolada, mas sim, afastada dos costumes da aristocracia da época, da vida artificial que girava em torno das convenções sociais. A educação deveria levar homem a agir por interesses naturais e não por imposição de regras exteriores e artificiais, pois só assim, o homem poderia ser o dono de si próprio.
Outro aspecto da educação natural está na não aceitação, por Rousseau, de uma educação intelectualista, que fatalmente levaria ao ensino formal e livresco. O homem não se constitui apenas de intelecto pois, disposições primitivas, nele presentes, como: as emoções, os sentidos, os instintos e os sentimentos, existem antes do pensamento elaborado; estas dimensões primitivas são para ele, mais dignas de confiança, do que os hábitos de pensamento que foram forjados pela sociedade e impostos ao indivíduo.

Conceito de aluno:

  • concebia um modelo único de homem: marido, cidadão e patriota;

  • a criança é um ser inocente e bom por natureza.

Rousseau trouxe novas idéias para combater aquelas que prevaleciam há muito tempo em sua época, principalmente a de que a educação da criança deveria ser voltada aos interesses do adulto e da vida adulta.
Introduziu a concepção de que a criança era um ser com características próprias em suas idéias e interesses, e desse modo não mais podia ser vista como um adulto em miniatura.

Com suas idéias, ele derrubou as concepções vigentes que pregavam ser a educação o processo pelo qual a criança passa a adquirir conhecimentos, atitudes e hábitos armazenados pela civilização, sem transformações.

Considerava cada fase da vida como tendo características próprias. Tanto o homem como a sociedade se modificam, e a educação é elemento fundamental para a necessária adaptação a essas modificações. Se cada fase da vida tem suas características próprias, a educação inicial, não poderia mais ser considerada uma preparação para a vida, da maneira que era concebida pelos educadores à época.

Rousseau afirmou que a educação não vem de fora, é a expressão livre da criança no seu contato com a natureza. Ao contrário da rígida disciplina e excessivo uso da memória vigentes então, propôs serem trabalhadas com a criança: o brinquedo, o esporte, agricultura e uso de instrumentos de variados ofícios, linguagem, canto, aritmética e geometria.

Através dessas atividades a criança estaria medindo, contando, pesando; portanto, estariam sendo desenvolvidas atividades relacionadas à vida e aos seus interesses.

Conceito de valores:

  • a importância dada ao valor da liberdade pode ser observada em seu conceito de "contrato";

  • em seu contrato encontramos a presença de dois fatores: liberdade e autoridade em interação;

  • autoridade é algo necessário e, significa para Rousseau, ser amado e respeitado pelo aluno;

  • liberdade é a autonomia das pessoas, é bastarem-se a si próprias.

Rousseau, no contexto de sua época, formulou princípios educacionais que permanecem até nossos dias, principalmente enquanto afirmava: que a verdadeira finalidade da educação era ensinar a criança a viver e a aprender a exercer a liberdade. Para ele, a criança não é educada para Deus, nem para a vida em sociedade, mas sim, para si mesma: " Viver é o que eu desejo ensinar-lhe. Quando sair das minhas mãos, ele não será magistrado, soldado ou sacerdote, ele será, antes de tudo, um homem".

Papel do docente:

  • ser mestre significa iniciar um processo de humanização;

  • o aluno aprende a fazer-se homem em contato com seu mestre e, portanto, o mestre é sempre um modelo a seguir.

Podemos afirmar que as idéias de Rousseau influenciam diferentes correntes pedagógicas, principalmente as tendências não diretivas, no século XX.

Quase dois séculos depois de Rousseau instaurar sua concepção, Freinet, também francês, num contexto marcado pelo pós-guerra, vai resgatar a esperança na criança em fazer frente à corrupção adulta. Para Freinet, pela educação será possível construir um novo amanhã, desde que as intervenções educativas se aportem nas “virtualidades humanas”, que estão presentes na infância - criação, empreendimento, liberdade e cooperação - e que potencialmente possibilitarão a construção de uma nova sociedade (o capitalismo, para Rousseau, e o socialismo humanista, para Freinet) (NASCIMENTO, 1995, p.46)


Por: Netto

VIII Semestre

sábado, 13 de junho de 2009

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO OESTINA



A Universidade do Estado da Bahia – UNEB, criada pela Lei Delegada nº66, de 1º de julho de 1995, e reestruturada pela lei Estadual nº7176, de 10 de setembro de 1997, é uma Instituição autárquica de regime especial, alicerçada no tripé básico ensino, pesquisa e extensão, de natureza multicampi, vinculada à Secretaria da Educação do Estado da Bahia, com sede e foro na cidade de Salvador e jurisdição em todo o estado da Bahia. A UNEB está presente geograficamente em todas as regiões do Estado, estruturada no sistema multicampi, possuindo 24 departamentos sediados na capital e mais 18 centros regionais de médio e grande portes.

A comunidade acadêmica da UNEB sai uma vez mais em defesa da universidade pública! Nós que fazemos parte da UNEB saímos com renovado vigor em defesa da UNEB. Fazer parte da UNEB significa compartilhar com ela de suas vitórias, crescimento, desenvolvimento e sofrimento. Para nós estudantes, fazer parte de uma universidade pública vai além do simples estar na sala de aula, é preciso envolver-se politicamente com todas as questões que a academia nos proporciona, agindo de forma crítica e decisiva em busca da consolidação de uma sociedade humana e fraterna.

O sucateamento das Universidades Públicas é gritante e deve-se a falta de investimento do Governo do Estado da Bahia no Ensino Superior e à política de entrega desta modalidade de ensino para esfera privada. A UNEB, presente em 24 municípios espalhados pelo estado, logicamente não foge à regra e está sofrendo. A intensificação dos ataques à UNEB é consolidada pela ofensiva do setor privado com sustentação do governo, e manifesta através das propostas de Reestruturação da UNEB sem aumento real e justo dos seus recursos; das propostas inconstitucional de curso de Pós-graduações pagas dentro de um espaço que deve ser genuinamente público e gratuito; da instalação das sanguessungas e parasitárias Fundações com o pretexto de captar recursos para a Universidade, quando na verdade ela capta o famigerado recurso da Universidade; a não realização de concurso público para técnicos e especialmente para professores efetivos; o calendário acadêmico estapafúrdio, esquizofrênico e fragmentado de menos de cem (100) dias por semestre; e a não revogação de uma simples Lei a 7176/97 que lhe devolveria autonomia universitária, gerencial e política; desatualização e insuficiência do acervo bibliográfico; problemas de estrutura física (como iluminação e segurança); falta de salas de aula; e ausência de um auditório.

Diante deste quadro não há como não reconhecer que a Educação Pública, bem como a universidade pública, vem passando por um momento de crise. É importante destacarmos que esse momento de crise, não é um momento inerente a Universidade pelo fato dela ser pública, como é veiculado e divulgado pelo governo, pela mídia burguesa e pelos agiotas internacional: FMI, Banco Mundial, etc,... A Educação e a Universidade Pública, e aqui infelizmente se encontra a UNEB, vivem um momento de crise imposta pela omissão, negligência, indiferença e abandono dos sucessivos governos e aprofundados pelo atual governo.

Os estudantes, maioria em qualquer instituição de ensino e protagonistas na história de luta em defesa da educação pública, uma vez mais saem em defesa e luta da UNEB, respondendo ao ataque vil e torpe desferido a UNEB por aqueles que deveriam defendê-la, mas preferem virar às costas a ela. Muitos desses em um passado não muito longínquo utilizou-se de algumas organizações e entidades dentro da universidade e do espaço da mesma para difundir suas falsas idéias e propostas em defesa dela. Usando os problemas da Universidade para se beneficiar e fazer dos mesmos um trampolim e/ou meio de autopromoção.

Inspirados, estimulados e fortalecidos pelas vitoriosas mobilizações estudantis em todo o Brasil com as inúmeras ocupações das reitorias, nós comunidade acadêmica da UNEB saímos em defesa da Universidade que apesar de toda a precariedade, deficiência, e através do esforço heróico dos seus estudantes e docentes que são poucos vale ressaltar, vem conseguindo dar respostas às demandas da sociedade.

Há vinte e cinco anos a UNEB iniciou a sua missão inaugural de democratizar o acesso ao Ensino Superior através de sua interiorização. Contribuindo direta e efetivamente no desenvolvimento deste estado.. Há vinte anos a UNEB contribui no desenvolvimento desta cidade bem como de toda a região oeste. O Departamento de Ciências Humanas - Campus IX – Barreiras, da Universidade do Estado da Bahia atende a toda região oeste, cidades dos estados do Piauí, Goiás e demais estados do Brasil, sendo por mais de vinte anos a única instituição de Ensino Superior Pública a prestar uma importante contribuição para o desenvolvimento dessa região nas mais diversas áreas. Por isso, as/os estudantes de Biologia, Letras, Agronomia e Pedagogia ao paralisarem as atividades discentes saem em defesa da UNEB para que a mesma possa continuar sua missão e oferecendo com muita presteza uma formação profissional qualificada referenciada nas lutas sociais. Sobretudo, e imprescindivelmente , uma formação humana, política, social e cultural. Em tempo convocamos a todas (os) oestinas (os) a somarem-se as/aos estudantes unebianas (os) em defesa da UNEB. O problema da UNEB é de todas (os) nós! Sobretudo do Governo do Estado que se diz ser de todos nós.

Ao mesmo tempo em que saímos em defesa da UNEB declaramos a população oestina que nós estudamos com muito orgulho e com muito amor na Universidade que teve o melhor desempenho no Estado da Bahia no ENADE!!!

Bahia, junho de 2009.

Diretório Acadêmico de Ciências Biológicas – Diretório Acadêmico de Ciências Contábeis - Diretório Acadêmico de Engenharia Agronômica - Diretório Acadêmico de Letras – Diretório Acadêmico de Pedagogia – Estudantes de Engenharia Agronômica do Movimento CETA (PRONERA)



p/ Netto

DESPERTAR É PRECISO


Na primeira noite eles aproximam-se e colhem uma Flor do nosso jardim e não dizemos nada.
Na segunda noite, Já não se escondem; pisam as flores, matam o nosso cão, e não dizemos nada.
Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, Já não podemos dizer nada.

Vladimir Maiakóvski


p/ Netto

segunda-feira, 8 de junho de 2009

VISAL SOCIAL

Impressionante as analises que esse homem faz da política nacional e melhor ainda é a convicção de suas palavras, coloca no sapatinho um montão de cientistas sociais diplomados.

Netto

terça-feira, 19 de maio de 2009

Todos juntos


"Todos juntos somos fortes,

somos flexas, somos arcos,

todos nós no mesmo barco

não há nada a temer..."
Netto



sexta-feira, 15 de maio de 2009

MÉTODO PAULO FREIRE

Aos companheiros que irão estagiar no EJA, acredito que esse vídeo venha contribuir um pouco para a reflexão em relação as possiveis clientelas que irão encontrar nas escolas públicas de nosso municipio.

Netto

segunda-feira, 11 de maio de 2009

NOVAS PARAGENS!


 Cachoeira não será mais a mesma depois de José e João!

Passeio a Cachoeira - Ba

Reza a lenda: ao subir a escada mágica, os desejos se realizam! 

O QUE AS MENINAS TINHAM EM MENTE?













Primeira teoria:

  •   Terminar o curso de História no 8º semestre? Não vai dar!

Segunda teoria:

  • Ganhar na mega sena? Estudante não tem dinheiro para  gastar com aposta!
              
Terceira teoria: 

  • Encarar mansinho o desafio do TCC e do Estágio....ou?





quinta-feira, 30 de abril de 2009

domingo, 12 de abril de 2009

Reflexões: EDUCAR, ÓH ATO SIMPLES! SERÁ?


Pessoas desinformadas apontam que o profissional do Magistério (funcionário público) é um peso para a nação, que nada ou quase nada tem a oferecer, a não ser reivindicar salários e direito à vitaliciedade no cargo que ocupa.



Temos o “bom costume” de dizer que nada “no espaço público presta”, temos tendência a achar que o desempenho de professores da escola pública é péssimo, e que eles ainda reclamam do que ganham. Ironia à parte, mas esta profissão em qualquer esfera, privada ou pública, é uma profissão séria e de risco. Somente quem é desinformado tende a menosprezar a função. Não sabem que por detrás há todo um esforço e muito sofrimento para tentar educar as gerações deste País. Claro que isto depende do esforço individual, às vezes pouco fiscalizada, mas não se pode presumir que educar é um ato “simples”, pois não é, basta ver: Planos de curso, de unidade, de aula, de ação, cursos de aperfeiçoamento, ACs, projetos, e tantas demandas que se exigem para se manter enquanto educador. Quando este pensa que domina 10% do necessário para estar em sala de aula, a sociedade já mudou, e este profissional precisa re-começar do zero.


Para saber como funciona o ato de educar, as pessoas antes de abrirem à boca precisam acompanhar a rotina de um professor por uma semana... Saberá que educação não se faz apenas de giz ,cuspe e papel mas da relação inter pessoal, que é conflituosa.

E O PISO SALARIAL DO PROFESSOR?

O valor do piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica com formação em nível médio na modalidade Normal foi fixado pela Lei em R$ 950,00;
A lei prevê que o piso de R$ 950,00 seja aplicado para uma jornada de 40 (quarenta) horas semanais;
O Piso deve começar a ser pago em 1º de janeiro de 2009, de forma progressiva e proporcional, tendo seu valor integralizado em 1º de janeiro de 2010;
A Lei diz que a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão elaborar ou adequar seus Planos de Carreira e Remuneração do Magistério até 31 de dezembro de 2009, tendo em vista o cumprimento do piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica.
Se um professor recebe atualmente uma remuneração mensal superior a R$ 950, 00, seja ela composta de salário, gratificação ou outras vantagens, a implementação do piso poderá fazer com que tais vantagens sejam incorporadas ao seu vencimento, mas não poderá reduzir sua remuneração total (FONTE: portal. mec. gov. br).

Imagem: Fonte: WEB

sábado, 11 de abril de 2009

História e Cidadania - Por que ensinar história hoje?
Comentário por Lídia Machado

O autor aborda de forma concisa, porém eficiente, a tragetória do ensino de história. A mesma na construção do Hexágono, desempenhava claramente uma função cívica e alimentava o discurso da democracia republicana. No Brasil a história passou a ser disciplina escolar na metade do século XIX, no momento da afirmação do estado nacional.
A história brasileira só foi pensada de forma sistemática em meio ao processo de consolidação do Estado Imperial, e enquanto disciplina se ocupava principalmente com a sociedade contemporânea, e seu conteúdo se limitava a história política e sua metodologia a decorar nomes e datas dos "grandes feitos".
Os cursos univesitários que foram votados para formação dos professores secundários, surgiu como uma inovação e caminho de mudança do ensino de história no Brasil, que durante muito tempo ficou à deriva e controlado por forças políticas. A ditadura militar interrompeu esse inovação, cedendo assim espaço para a disciplina de Estudos Sociais, que usava a história como instrumento de formação de um espírito cívico.
O autor relata as principais disputas ocorridas em torno dessa disciplina e como o interesse visava a propagação e permanencia da classe dominate. Mesmo com algumas mudanças, a história continuou a ser repartida em eixos políticos e nos ciclos econômicos do país. Com a criação dos PCNs a principal função do ensino de história é formar cidadãos críticos e contribuir para um melhor desempenho do papel de educador.
Os PCNs compartilha a idéia de que a história moderna da cidadania se constitui pela ampliação dos direitos a serem garantidos, não limitando o ensino de história só ao eixos políticos e econômicos, como aconteceu antes de se perceber com um novo olhar o objetivo da história.

Referência: MAGALHÃES, Marcelo de Souza. História e cidadania: por que ensinar história hoje. In. ABREU, Martha; SOIHET, Rachel (orgs.). Ensino de história: conceitos, temáticas e metodologia. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2003.


Experiência do Estágio Supervisionado III

Ana Bela O. Pereira Lima

Minha experiência da disciplina do Estágio Supervisionado III, lecionado pelo professor Sidney, proposto no espaço informal, com a equipe formada por Clésia, Rudival, Marcos e eu Ana Bela. Foi muito importante para minha formação em licenciatura em história.

Apesar da falta de organização por parte da acadêmica UNEB – Campus XIII, posso avaliar essa experiência como boa.

Iniciamos o Estágio na Praça do Rosário, com o projeto Memórias de uma Vida, entrevistando os antigos moradores que ainda residem neste local. O Objetivo do projeto era resgatar a memória desses idosos na juventude fazendo comparações com o modo de vida.

Com os idosos entrevistados pode aprender mais sobre a história da minha cidade Itaberaba a qual tanto gosto e perceber que há muitas questões para ser investigada e explorada. Exemplo a forte influência que a Igreja Nossa Senhora do Rosário teve na formação da cidade e, sobretudo exercia na juventude daquela época e que ao longo do tempo perdeu suas forças afastando-os da vida religiosa.

Portanto a cada entrevista era um novo aprendizado. Aprendi na prática como a memória e oralidade são importantes para o pesquisador, valorizar mais a história de Itaberaba e analisar em que contexto social a cidade se encontra hoje, nos aspectos políticas, cultural e econômico etc.

E sentir um pouco na pele como é difícil a profissão de historiador. Essas questões citadas acima são as partes importantes e boas da experiência do meu Estagio.

Concluímos o Estagio com apresentação do documentário no Espaço Zumbi dos Palmares com a presença dos idosos e da comunidade. Com a missão cumprida tive uma sensação de que pode deixar minha pequena colaboração para a comunidade com o documentário, outras pessoas possam utilizar para elaborarem outros trabalhos.

Enfim essa experiência foi uma troca de aprendizado dos idosos para mim e de mim para os idosos (recíproco).

Bibliografia:

KARNAL,Leandro. História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas (org). São Paulo: Contexto, 2003

"28 mil professores na Paraiba são tapa-buraco"

"A pouca procura por cursos de licenciatura nos vestibulares tem gerado a carência de professores qualificados na educação básica, em todos os municípios paraibanos. Segundo os últimos dados do Sistema de Estatísticas Educacionais do Ministério da Educação (MEC), 28 mil postos de trabalho (47% do total), nas redes pública e particular de ensino da Paraíba, são ocupados por professores que não têm a formação adequada para ensinar (licenciatura). Mesmo assim, eles lecionam em turmas de 5ª a 8ª séries e no Ensino Médio e acabam atuando como “tapa-buraco” e assumindo a responsabilidade de ensinar conteúdos que, muitas vezes, não conhecem e não dominam.
Os dados mostram, ainda, que 3,7 mil vagas são ocupadas por profissionais que não têm nem mesmo a graduação e 25 por quem só tem o Ensino Fundamental, sendo que em quatro postos de trabalho, os professores atuam no Ensino Médio e “ensinam” alunos que têm um grau de escolaridade maior que o deles.
A carência de profissionais capacitados é considerada alarmante pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e tende a se agravar, pois somente na rede estadual de ensino da Paraíba, 3 mil educadores do quadro efetivo já atingiram a idade de se aposentar. O CNE e a Associação dos Professores de Licenciatura Plena (APLP/PB) alertam para a ameaça de um “apagão” na educação, caso medidas emergenciais e estruturais não sejam tomadas."

Matéria completa no site: http://www.agencia.ufpb.br/ver.php?pk_noticia=3679